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Uma serena visita!
Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Precisas de mim

Precisas de mim

 
Não és um velho palácio desabitado
nem uma casa senhorial fora do tempo
és simplesmente
uma velha casa em ruínas
 
 
Precisas de mim
para a reergueres
 
Precisas de mim
para te ergueres
 
 
És uma velha casa em ruínas
destelhada  e sem janelas
onde entram, vivem e ficam
todas as sombras e penumbras
 
Precisas de mim
para adormecer os medos
 
Precisas de mim
para sonhar acordado
 
 
O teu quintal é um deserto
onde,
como um deus moribundo,
o velho pinheiro
chora resinas de abandono
e no jardim gelado que há em ti
todas as flores secaram
 
 
Precisas de mim
para de novo te encontrares
para de novo morares em ti
para recuperares a dignidade perdida por aí
 
 
Precisas de mim
para voltar a ver as árvores verdes
as rolas a chegar
o mar ao longe
o céu em ti
 
 
No jogo do faz de conta
nada transformas:
 
os desertos são desertos
as flores secas estão mortas
e tu não és um velho palácio desabitado
as cortinas não são fiapos de linho
e as janelas não têm vitrais
espalhados pelo chão
nem há segredos nos cantos por arrumar
 
 
Precisas de mim agora
como precisaste outrora
no tempo em que as estrelas novas brilhavam
o jardim florescia
as trepadeiras se enroscavam quietas
para fazer a oração da manhã
ao som do sino de marear
 
Precisas de mim
agora
como precisaste outrora
quando o caminho era lado a lado
por esta estrada fora.
 
 
 
 
Isabel Simões
sinto-me:


2 ver comentários:
De Eli a 1 de Julho de 2008 às 20:12
Sem palavras! Apenas lágrimas que teimam em brotar... em rolar... em fugir não sei para onde.

Eli


De Isa a 1 de Julho de 2008 às 22:22
Emocionada choro contigo.

As lágrimas fogem para os rios e desaguam nesse mar maior que é a Vida, aguardando ansiosas por quem as recolha nas redes dos dias cinzentos.


Bjs
Isabel Simões


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