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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Paixão

 

PAIXÃO
 
  Sobe-se ao último degrau do amor
  Bem no topo
  No patamar que liga o coração à alma
  Bem no topo
  Onde liberdade coincide com infinito
  E o infinito com alma
  Aí onde se enlaça a ternura
  pelos ombros da loucura
  e o tempo se perde no tempo
  e o tempo se perde na solidão
  Aí há paixão
 
  Há paixão quando do teu ventre brota a vida
  Há paixão quando inventas e reinventas
  o amor
  Há paixão quando és solidária com a vida
  Há paixão quando…
  poemas azuis se perdem na noite
  em busca de um sonhador
  Isabel Simões 
 
"Fazer poesia é confessar-se"
Klopstock, Friedrich

 

 

 

 
POEMA XV - PABLO NERURA

 

"

Recadoseglitters.com

 

 


 

sinto-me: Em Paz
música: IL Divo
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

PONTO FINAL

 

 

PONTO FINAL

Vogar as tuas águas tranquilas
em lindas manhãs de sol
ou em belas tardes de Inverno
com chuva, vento e muito frio
Amar-te entre o pio duma gaivota
e o marulhar das ondas
Amar-te na copa de uma árvore
ao brilho trémulo das estrelas
ou entre a silhueta das árvores
à luz branca da lua
Sacralizar esta entrega
à porta do sentidos
pegar em todo este amor
em toda esta paixão
e chamar-lhe simplesmente atracção
 
 
 
Sorrir da ironia
e esperar que a noite
invente um novo dia
 
Não! Não quero terminar assim
vamos dar a esta história
um outro fim
 
Tu
deixas amanhecer este amor
Eu digo-te
Anda vem
não tragas o medo
Damos as mãos
porque
amar em Abril
não é proibido
nem clandestino
 
Em tempo de Abril
Amar
é o grito selvagem
duma qualquer gaivota
entre o marulhar de tantos mares.
 
PS: Escrito algures em Fevereiro
               quando Abril era urgente
                           e o amor também.
 
Isabel Simões
 
 
 

 

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Entre nós

 

Entre nós há barcos

e um mar imenso de solidão

de dor

de lágrimas

de penumbras que encheram dias

de sombras que amanheceram  noites

 

Como onda rasa navegaste meu corpo

inauguraste o hino da vida

revolveste a praia

arrasaste o areal

e

partiste no solstício de Verão

 

 

 

 

Não percorremos as noites

Não amámos as manhãs

Não demos as mãos

 

 

Partiste antes, muito antes
no solstício de Verão

 

Sentada em Setembro

despedi-me do Verão

No Inverno chorei

com a chuva

 

Em silêncio desci

todas as tempestades

morri todas as noites

renasci todas as manhãs

adormeci tardes de dor

embalei memórias de amor

 

 

Partiste antes, muito antes

no solstício de Verão

quando o princípio

estava longe do fim

 

Em mim ficou a geografia incerta do teu corpo

a memória breve do teu riso

o cheiro intenso de ti

a vida a pulsar em mim

  

Pedaços de lua clarearam as noites

risos de menino desataram silêncios

e perdoaram todas as lágrimas do mundo

 

Na memória

ouve-se o silêncio do tempo

 

  

No coração, a música suave

de uma canção de embalar

e um menino, o melhor de ti

a rir e

a chorar, a chorar

no solstício de Verão.

 

Isabel Simões 

 

 

 

 Fotografia: Isabel Simões
 
 
 
 
 

 

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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Depois de Ti

 

Depois de ti

Uma brisa morna
um arrepio pelo abraço
que não aconteceu
 
Da boca sedenta
não saltou o beijo
nem nasceu uma estrela nova, azul, quente
que iluminasse a nossa noite enorme e escura
e transformasse as nossas fantasias
em felizes amores
 
mesmo assim
há na tua ausência
qualquer coisa de transcendente
que serena
que pacifica
a cavalgada selvagem na garupa sem sela
que teimo em fazer
pelo limbo do tempo
num aceno meio desesperado
numa cavalgada de desafios
muito solitária
meia solidária com
um destino
que não sei desafiar
e tenho medo de contrariar
 
por isso meu amor
quando te aproximas
só sei dizer adeus.
 
Isabel Simões
 
 
Dali - Figure At Window
 
 
 
 

 

 

 

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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

ASAS PARA UM SONHO

                          Magritte - The Big Family

 

ASAS PARA UM SONHO

 
Ofereci-te liberdade
ó pássaro selvagem.
Não me agradeceste
Vieste à minha beira gritar
Piar furiosamente.
 
Nessa gaiola dourada que tu construíste
e onde te prenderam
esqueceste
                    o instinto
                    a dor
                    a raiva
                    o amor.
 
Quando perceberes
ó pássaro selvagem
que em liberdade poderias ter voado
poderias ter fugido
poderias ter amado…
Pássaro, morrerás só
entre as grades douradas da tua gaiola.
E eu pássaro que tu picaste
e feriste
terei então pena de ti
e o meu imenso vazio
será partilhado com a tua solidão.
FOGE PÁSSARO! FOGE!
 
Isabel Simões
 
 
 

 



Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Desencontros

Desencontros

Mais uma manhã acordava a cidade sonolenta
Mais uma noite adormecia a cidade cansada
E eu a chamar-te e a procurar-te…
E oh meu Deus
como te chamei e como te procurei!
Onde estavas que não te encontrei?
 
 
 
Com o tempo transformei-te num sonho lindo
e arquivei-te na caixa dos sonhos
 
Tão inesperada e silenciosamente surgiste
que nem dei por ti
 
Ainda o sonho lindo dormia
e já tu navegavas o meu corpo
num mar tranquilo de desejo
 
Quando o sonho lindo acordou
e te encontrou
já os nossos corpos se fundiam há muito
já a minha alma era a tua alma
 
Não percebi que a tua alma
não era de ninguém.
 
Saciaste o desejo!
Não saciei a paixão!
 
Isabel Simões
 
 
 
 
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Amanhecer em ti

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                          Namoro - Almeida Negreiros

   Amanhecer em ti         

 

 

Amanhecer nos teu braços
com a boca a saber a mar
entre melodias longínquas
de gaivotas a madrugar
[ah como é bom sonhar]
os cabelos a cheirarem a sol
os olhos
outrora salgados de tanto sal
rebrilham agora com a magia deste amanhecer
Ah como é bom viver
dar um mergulho na solidão
e encontrar a paixão
escondê-la sob a areia fofa da praia
e na  espera que uma onda a desnude
embala-se o sonho desta paixão
não vá ele estremunhado
acordar
e estragar este amor
que ainda não aconteceu
 
Isabel Simões

 

 

 

 

Que as nossas paixões não sejam adruptamente interrompidas

                              

"... e que a minha loucura seja perdoada

porque metade de mim

 é amor

e a outra metade também" Oswaldo Montenegro

 

Figura feminina sentada -Almada Negreiros

Recolha de imagens no motor  Google

 

  

 

 

 

 

 

 

 

"Só o mistério chega inteiro ao fim"
ALMADA NEGREIROS
Almada Negreiros
(1873-1970)

Artista plástico, dramaturgo, romancista e poeta: uma figura incontornável da geração modernista.

"As pessoas que mais admiro são aquelas que nunca acabam"

 

 

 

 

 

 

 
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Sábado, 31 de Maio de 2008

Gnose

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Gnose
 
Pequena Sereia, Pequena Sereia
pelo portal do báltico quero viajar
ao país dos mil lagos quero regressar
Pequena Sereia, Pequena Sereia
No país dos fiordes quero velejar
e de memórias vivas me quero apartar
 
Pequena Sereia, Pequena Sereia
fugir de mim preciso
para me reencontrar
sou barco perdido sem navegar
não tenho farol
vou naufragar
Socorro socorro Pequena Sereia
Mayday mayday*  Pequena Sereia
 
 Do fundo do mar um ruidoso silêncio cantou:
 
Não te posso ajudar
fronteiras do tempo não sei traçar
o meu destino é divino não o vou atraiçoar
Para duetos e coros  de feitiços no mar ecoarem
e o som das ondas perpetuar
só poetas e músicos em longas viagens  
posso levar
 
As fugas que desenhas
só o vento as pode arrastar
As mágoas que lanças  
só o sol as consegue sarar
As saudades que choras  
só o tempo sabe apagar
 
…e eu fronteiras do tempo não sei traçar
 
as minhas fronteiras são as ondas do mar
sempre a cantar
sempre a cantar.
 
 Nota de rodapé
Alguém disse que tentar é falhar com honra. Tentei pedir ajuda à Pequena Sereia – falhei.
Mantenho a honra e a tristeza também.
 Isabel Simões   
 
 
*Mayday mayday – código internacional de socorro para a navegação marítima.
 
Observação
Gnose (do grego gnosis) significa conhecimento – no poema a palavra “gnose” aparece como a salvação através do Conhecimento.
 
“… num mundo onde o Homem se sente, senão estrangeiro, pelo menos mal adaptado, surgem três questões: ‘De onde venho? ‘, ‘Onde estou?’,  ‘Para onde vou?’ a gnose deverá responder a esta tríplice questão, desvendando ao indivíduo o seu passado, o seu presente o seu futuro”
Henri-Charles Puech, En quête de la gnose, I Gallimard

 
Curiosidades :
 
 País dos mil lagos - Finlândia
 
Pequena Sereia é o nome de uma estátua que fica na cidade de Copenhague, na Dinamarca. Representa o personagem de um dos contos infantis do escritor Hans Christian Andersen. É da autoria de Edvard Eriksen, que a esculpiu em 1913.
Em 1964 um acto de vandalismo destruí-lhe  a cabeça.  Restaurada, permanece no seu posto contemplando as águas do porto da cidade e atraindo  turistas. A estátua transformou-se num  símbolo da cidade.
 
     Imagem Google
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pequena_Sereia
  

  

Nella fantasia

 
Nella fantasia io vedo un mondo giusto, In my mind  I imagine a world of justice
li tutti vivono in pace e in onestà. where everyone lives peaceful and honest      
                                                                                                                 lives.
 
lo sogno d'anime che sono sempre libere, I dream of hearts that ae always free,
come   le nuvole che volano,                                    free as the clouds in the sky,
pien d'umanità in fondo all'anima                           full of a deep humanity.
 
Nella fantasia io vedo un mondo chiaro, In my mind I imagine a world of light,
li anche la notte è meno oscura.             where even the nights are not so dark.
 
Lo sogno d'anime, ecc.                                              I dream of hearts, etc.
 
Nella fantasia esiste un vento caldo,        In my mind there's a warm breeze that
che soffia sulle città, come amico.           breathes over the towns like a friend.
 
lo sogno d'anime, ecc.                                               I dream of hearts, etc.
 

 

Também eu imagino um mundo de justiça a começar em cada um de nós.

Pergunto-me muitas vezes, onde estarão os frágeis seres que um dia nasceram,  que   caminhos ou atalhos da vida  terão percorrido, ou que escolhas fizeram, para alguns  anos depois, enevoar, enegrecer ou mesmo obscurescer os nossos dias de sol.

 
 
 
Russell Watson - Nella Fantasia
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música: viagens
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Insónia

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Insónia
 
 
 
Bateu à porta de mansinho
                 pela madrugada
pensei ser o vento
que lá fora ululava com fúria
fui abrir
era a saudade
triste e desalentada
sentou-se à lareira
comeu um naco de pão
ficou forte
não abalou e cresceu
mas foi só a mim  que doeu.
 
Isabel Simões
 
 

Recadoseglitters.com

Imagem recolhida no endereço electrónico http://www.recadoseglitters.com/saudade1/

 

 

 

 

 Klee - Embrace
 
 
 
 
 
 
Luís Represas - Feiticeira
http://www.youtube.com/watch?v=bznOHTP0vNk&eurl=http://serenidades.blogs.sapo.pt/2008/05/
 
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música: Feiticeira - Luís Represas
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Domingo, 18 de Maio de 2008

Arco-Íris

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Arco-íris
Arc-en-ciel
Rainbow
Regenbogen
 
Arco-celeste
Arco-da-velha
Arco-de -deus
 
nomes diferentes
para os rabiscos coloridos de Deus
quando o céu precisa chorar
 
sete cores para um lacrimejar feliz
 
vermelho
alaranjado
amarelo
verde
azul
índigo
violeta
 
Chora céu
Chora céu
 
Uma e outra vez
 
Quero fazer amor
saltitando pela escala musical das tuas cores
pela tua alma redonda de lágrimas
 
Uma e outra vez
 
Chora céu
Chora céu
 
Arco-Íris
O sinal a Noé
A faixa de Íris, mensageira dos deuses
 
sete cores
 
um aviso de reconciliação
um elo de ligação
 
sete cores plagiadas
e aprisionadas
por Rubens e por Millet
em quadros
que agora
no Ermitage e no Louvre
dão as mãos
e ligam
Leninegrado a Paris
num pequeno Arco-de-Deus
numa imensa ponte dos Homens.
 

 

 

 

 

 Somewhere over the rainbow lyrics

 

http://www.youtube.com/watch?v=XulvnXo6BJk

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Sábado, 17 de Maio de 2008

Caminhos de luz

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A certeza do caminho
Maio 2008
Isabel Simões
 
 
Nas margens da manhã  sonolenta, gaivotas  silenciosas desaparecem ao longe, em busca da Primavera, ausente deste Maio.
 
Tranquilo, o farol  vislumbra barcos a quem vai acenando.
 
O vento, agora violento,  sacode almas, empurra sonhos e esperanças arriba abaixo.
 
Chove. Sereno, o mar recolhe  lágrimas e lamentos de gaivotas perdidas.
 
É sempre assim quando a Primavera se ausenta de Maio!
 
 Isabel Simões
 
 
 
"O Mar e Tu" - Dulce Pontes & Andrea Bocelli (PERFECT)
 
 

 

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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Perguntas perdidas....Quem és tu quem és?

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 Pensando, enredando sombras...

...

Tanta pasíon de llanto anulada a mi cuerpo.

Sacudida de todas las raíces,

asalto de todasl as olas!

Rodaba, alegre, triste, interminable, mi alma.

 

Pensando, enterrando lâmparas en la profunda soledade.

 

Quién eras tu, quién eres?

 

in Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada, Pablo Neruda

 

 

 

Quem és tu, quem és

 

que partes antes da chegada?

que medos  te abraçam?

que segredos guardas?

que gestos roubas?

que lamentos te alimentam?

que saudades desenhas?

que ausências choras?

que silêncios te beijam?

a que deuses rezas?

em que caminhos te perdes?

que horizonte vislumbras?

 

quem és tu, quem és

 

que voas perdido como ave ferida?

 

Isabel Simões

 Imagem recolhida na Internet cuja origem desconheço.

 

 

 

 

 

Pedro Abrunhosa & Sandra de Sá

 

Não sei quem te perdeu

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Silêncio

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    “Em cada um de nós há um segredo,

           uma paisagem interior
           com vales de silêncios
           e paraísos secretos”
 
         (citação atribuída a Saint-Exupéry)  
 
 
 
                                                           
                                 Imagem   recolhida  em http://magiagifs.110mb.com/imagenslaser/laserpage01.htm
 
 
 
 
Hoje o meu vale está
dorido, magoado         
como um par de asas parado no tempo
ou um barco sem navegar
o meu vale está em silêncio
 
Sem segredos
o meu vale é uma paraíso perdido
sem secretas paisagens
 
Vazio
Abandonado
 
O meu vale é o  silêncio.
 
Isabel Simões
 
 
 
 

sinto-me: amor, tristeza, poesia


Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Em busca de ti

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 Em busca de ti

Calcorreei a alma de grandes cidades
e ruelas de pequenas aldeias
 
baloicei-me no ruidoso silêncio dos oceanos
 
inventei montes vales e rios
procurei-te entre pequenos ribeiros
e altas montanhas
 
Em busca de ti
 
rezei em solenes catedrais
e em remotas ermidas
 
Capela de Nª. Senhora da Vitória - Paredes - Maio de 2008
 
 
Em busca de ti
 
 
implorei ao Deus maior
Isolei-me
Misturei-me com a multidão
 
 
Em busca de ti
 
 
adormeci ondas e momentos
quis ser estrela e pó e sonho
 
Uma lágrima rolou
Acordei
Uma e outra lágrima
 
Recordo um sonho inventado
de contornos difusos
 
um sonho
adormecido ao acordar.
Isabel Simões

 

 

 

 

Fugas e Momentos - Abril 2008 (fotografia)

 

 

 

POEMA XVIII - PABLO NERUDA

                                                                                                

 
 
Aqui te amo.                                                                                
Nos sombrios pinheiros desenreda-se o vento.
A lua fosforece sobre as águas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-se.
 
Desaperta-se a névoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata desprende-se do ocaso.
Às vezes uma vela. Altas, altas estrelas.
Ou a cruz negra de um barco.
Sozinho.
 
 
 
A veces amanezco, Y hasta mi alma está húmeda.
Suena, resuena el mar lejano.
Èste es un puerto.
Aquí te amo.
 
 
 
Aqui te amo e em vão te oculta o horizonte.
Eu continuo a amar-te entre estas frias coisas.
Às vezes vão meus beijos nesses navios graves
que correm pelo mar aonde nunca chegam.
Já me vejo esquecido como estas velhas âncoras.
São mais tristes os cais quando fundeia a tarde.
A minha vida cansa-se inutilmente faminta.
Eu amo o que não tenho. E tu estás tâo distante.
O meu tédio forceja com os lentos crepúsculos.
Mas a noite aparece e começa a cantar-me.
A lua faz girar a sua rodagem de sonho.
 
 
 
 
 
Me miran con tus ojos las estrellas más grandes.
Y como yo te amo, los pinos en el viento
quieren cantar tu nombre con sus hojas de alambre.
 
 
PABLO NERUDA
 
In Vinte Poemas de Amor e
Uma Canção Desesperada
 
 
 
 
 

 

sinto-me:


Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Meu amor de fogo

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 Meu amor de fogo

 

 

 
sou acha em tua fogueira
lento sussurro crepitado
breve bailado vermelho
contorço-me a dançar
gemo a crepitar
 
lentamente o silêncio das cinzas
lentamente a liberdade do silêncio
 
Meu amor de fogo
acolhe-me em tua lareira.
 
 
Isabel Simões
 
 
 

Gif recolhido em http://www.gifsanimadas.com.br/fogo/chimeneas/.
 
 
 
 
 
 
Kandinsky
Complex-S imple
 
 
 Desconheço o endereço electrónico da recolha desta imagem.
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
Richard Clayderman - Fur Elise (Beethoven)
 
http://www.youtube.com/watch?v=zSy8j5CnNLw&feature=related
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Domingo, 4 de Maio de 2008

Ausência sideral

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Ausência sideral 

Mãe, onde estarás?
Que dimensão habitas?
Mãe, faz-me de novo a camisola vermelha
e borda-me outra vez o bibe branco,
faz da minha cabeça uma cascata de caracóis
e canta uma canção só para mim.
Ergue a tua voz cristalina para o céu e faz uma prece.
Mãe regressa por um instante que seja,
um mícron apenas
e dá-me um beijo.
Se não puderes, eu irei.
Percorrerei os espaços, através da loucura temporária,
farei a abstracção do impossível,
mas irei.
Mãe, eu só queria a tua mão na minha cabeça
e por breves instantes repousar
no ombro que nunca conheci.
e dizer obrigada. Obrigada.
 
Isabel Simões
 Maternity
Joan-Miró
 Desconheço o endereço electrónico de onde foi recolhida a imagem deste quadro.
 
 
"Porque Deus permite
que as mães vão embora?
Mãe não tem limite
é tempo sem hora
luz que não apaga..."
Carlos Drumond de Andrade
 
A Mother's Love
 http://www.youtube.com/watch?v=i0lthFaIC-o
 
 
 



Sábado, 3 de Maio de 2008

Ao som desta música

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 Ao som desta música

Ao som desta música
danço
danço e rodopio
já tonta lanço-me
no espaço
alcanço uma estrela
e penso em ti
Isabel Simões

Recadoseglitters.com

Imagem recolhida no endereço electrónico  http://www.recadoseglitters.com/estrelas, a cujos autores antecipadamente agradeço.

 

Richard Clayderman - Balade par Adeline

 

 
 
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Domingo, 27 de Abril de 2008

Não sei onde estás

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 Nesse mar imenso..
 Dezembro de 2007
 
 
Não sei onde estás…
 
mas sei que uma verdade ancestral
intemporal
está inscrita para nós:
cobre-nos o mesmo Céu
e pisamos a terra do mesmo Universo
 
Entre nós
desenha-se um amor infindável,
indefinível
longínquo
de memórias mágicas
capaz de pacificar o âmago de todas as guerras
 
Um amor
que se aninha nos ramos verdes daquela árvore
onde rolas selvagens
e pombas brancas
por entre arrulhos cúmplices
fazem os ninhos
em ciclos mágicos de ternura e de vida
 
Um amor
que se aninha no mar do nosso futuro
e em todos os mares do mundo.
Isabel Simões

 

 Kitaro: Heaven and Earth

 http://www.youtube.com/watch?v=YO82u7CKj1k

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música: Kitaro
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