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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Precisas de mim

Precisas de mim

 
Não és um velho palácio desabitado
nem uma casa senhorial fora do tempo
és simplesmente
uma velha casa em ruínas
 
 
Precisas de mim
para a reergueres
 
Precisas de mim
para te ergueres
 
 
És uma velha casa em ruínas
destelhada  e sem janelas
onde entram, vivem e ficam
todas as sombras e penumbras
 
Precisas de mim
para adormecer os medos
 
Precisas de mim
para sonhar acordado
 
 
O teu quintal é um deserto
onde,
como um deus moribundo,
o velho pinheiro
chora resinas de abandono
e no jardim gelado que há em ti
todas as flores secaram
 
 
Precisas de mim
para de novo te encontrares
para de novo morares em ti
para recuperares a dignidade perdida por aí
 
 
Precisas de mim
para voltar a ver as árvores verdes
as rolas a chegar
o mar ao longe
o céu em ti
 
 
No jogo do faz de conta
nada transformas:
 
os desertos são desertos
as flores secas estão mortas
e tu não és um velho palácio desabitado
as cortinas não são fiapos de linho
e as janelas não têm vitrais
espalhados pelo chão
nem há segredos nos cantos por arrumar
 
 
Precisas de mim agora
como precisaste outrora
no tempo em que as estrelas novas brilhavam
o jardim florescia
as trepadeiras se enroscavam quietas
para fazer a oração da manhã
ao som do sino de marear
 
Precisas de mim
agora
como precisaste outrora
quando o caminho era lado a lado
por esta estrada fora.
 
 
 
 
Isabel Simões
sinto-me:


Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Regressos

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Regressos
 
Pela música
evado-me desta dimensão
deste tempo, do meu tempo
para lá de ti
para lá do mar
para lá do infinito
reencontro os cheiros da minha infância
cheiros de mar e areia
e a rochas molhadas
cheiros dos pinheiros bravos e da resina
e dos medronhos e das camarinhas
e da caruma seca
e do feijão e do milho a secarem na eira
sinais do verão em declínio
cheiros a grafite e a livros e a pastas novas
e a batas brancas lavadas e a lápis de cor
cheiros das primeiras fogueiras
e do fumo que se alongava das chaminés
e antecipava a noite
cheiros da matança do porco
das febras assadas, do cravinho e das morcelas
cheiros da terra molhada
cheiro a castanhas assadas
e a filhós no natal
e à canela dos sonhos
cheiros a terra e a sol e a flores
que pela primavera dentro
gritavam a vida em fragrâncias de amor
 
Aqui e além reencontro ainda uma lágrima
decerto filha clandestina do acto de crescer*
 
 
 
Por breves instantes reencontro ainda
a paz e a serenidade
cúmplices amigas
que há muito esquecera
 
 
que perdi algures, não sei quando
que perdi algures, não sei onde.
 
*Recolha de imagem em www.personalizando.com.br
quanto ao primeiro gif desconheço o site de onde foi retirado.
 
 
 
 
 Isabel Simões
 
 
 Maio de 2008
 
Camarinhas: promessas de Primavera para o próximo Verão
 
 
Memórias embaladas pelo  mar.
 
 
Luís Represas - Sagres
 
 
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