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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Esculpir a Vida



 

Esculpir

 

Esculpir

acto de criação

que do bruto faz acontecer

que do bruto faz nascer

a beleza sublime

ou a angústia dolorosa do acto de viver.

 

 

A Vida

 

Vida

bailado

espectacular

deprimente

acolhedor

apaixonante

confuso e necessário

de gaivotas a piar em terra

quando há tempestade no mar.

 

Isabel Simões

 

 

 

sinto-me: Em Paz
música: Canção do Mar
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

ASAS PARA UM SONHO

                          Magritte - The Big Family

 

ASAS PARA UM SONHO

 
Ofereci-te liberdade
ó pássaro selvagem.
Não me agradeceste
Vieste à minha beira gritar
Piar furiosamente.
 
Nessa gaiola dourada que tu construíste
e onde te prenderam
esqueceste
                    o instinto
                    a dor
                    a raiva
                    o amor.
 
Quando perceberes
ó pássaro selvagem
que em liberdade poderias ter voado
poderias ter fugido
poderias ter amado…
Pássaro, morrerás só
entre as grades douradas da tua gaiola.
E eu pássaro que tu picaste
e feriste
terei então pena de ti
e o meu imenso vazio
será partilhado com a tua solidão.
FOGE PÁSSARO! FOGE!
 
Isabel Simões
 
 
 

 



Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Desencontros

Desencontros

Mais uma manhã acordava a cidade sonolenta
Mais uma noite adormecia a cidade cansada
E eu a chamar-te e a procurar-te…
E oh meu Deus
como te chamei e como te procurei!
Onde estavas que não te encontrei?
 
 
 
Com o tempo transformei-te num sonho lindo
e arquivei-te na caixa dos sonhos
 
Tão inesperada e silenciosamente surgiste
que nem dei por ti
 
Ainda o sonho lindo dormia
e já tu navegavas o meu corpo
num mar tranquilo de desejo
 
Quando o sonho lindo acordou
e te encontrou
já os nossos corpos se fundiam há muito
já a minha alma era a tua alma
 
Não percebi que a tua alma
não era de ninguém.
 
Saciaste o desejo!
Não saciei a paixão!
 
Isabel Simões
 
 
 
 
sinto-me:


Sábado, 17 de Maio de 2008

Caminhos de luz

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A certeza do caminho
Maio 2008
Isabel Simões
 
 
Nas margens da manhã  sonolenta, gaivotas  silenciosas desaparecem ao longe, em busca da Primavera, ausente deste Maio.
 
Tranquilo, o farol  vislumbra barcos a quem vai acenando.
 
O vento, agora violento,  sacode almas, empurra sonhos e esperanças arriba abaixo.
 
Chove. Sereno, o mar recolhe  lágrimas e lamentos de gaivotas perdidas.
 
É sempre assim quando a Primavera se ausenta de Maio!
 
 Isabel Simões
 
 
 
"O Mar e Tu" - Dulce Pontes & Andrea Bocelli (PERFECT)
 
 

 

sinto-me:
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Pequena prece da serenidade

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Pequena prece da serenidade

A ti Maria

 

Mãe de Deus

Mãe dos Homens

Mãe da Humanidade

 

nas noites sem estrelas

ruidosas de silêncios

 

acolhe-me na tua serenidade

recolhe-me na tua paz

e ensina-me a perdoar

Ámen*

 

Isabel Simões

 

 Imagem recolhida em http://magiagifs.110mb.com/imagenslaser/laserpage01.htm

 * Gif recolhido na Internet mas cujo endereço electrónico desconheço.

 

 

 

Sara Brightman -Avé Maria

 

http://www.youtube.com/watch?v=yXuw9icKXnU

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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Perguntas perdidas....Quem és tu quem és?

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 Pensando, enredando sombras...

...

Tanta pasíon de llanto anulada a mi cuerpo.

Sacudida de todas las raíces,

asalto de todasl as olas!

Rodaba, alegre, triste, interminable, mi alma.

 

Pensando, enterrando lâmparas en la profunda soledade.

 

Quién eras tu, quién eres?

 

in Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada, Pablo Neruda

 

 

 

Quem és tu, quem és

 

que partes antes da chegada?

que medos  te abraçam?

que segredos guardas?

que gestos roubas?

que lamentos te alimentam?

que saudades desenhas?

que ausências choras?

que silêncios te beijam?

a que deuses rezas?

em que caminhos te perdes?

que horizonte vislumbras?

 

quem és tu, quem és

 

que voas perdido como ave ferida?

 

Isabel Simões

 Imagem recolhida na Internet cuja origem desconheço.

 

 

 

 

 

Pedro Abrunhosa & Sandra de Sá

 

Não sei quem te perdeu

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Silêncio

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    “Em cada um de nós há um segredo,

           uma paisagem interior
           com vales de silêncios
           e paraísos secretos”
 
         (citação atribuída a Saint-Exupéry)  
 
 
 
                                                           
                                 Imagem   recolhida  em http://magiagifs.110mb.com/imagenslaser/laserpage01.htm
 
 
 
 
Hoje o meu vale está
dorido, magoado         
como um par de asas parado no tempo
ou um barco sem navegar
o meu vale está em silêncio
 
Sem segredos
o meu vale é uma paraíso perdido
sem secretas paisagens
 
Vazio
Abandonado
 
O meu vale é o  silêncio.
 
Isabel Simões
 
 
 
 

sinto-me: amor, tristeza, poesia


Domingo, 11 de Maio de 2008

Milagre do tempo - Fotografia

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Pinheiros "serpente" do Pinhal do Rei

Esta manhã em S.Pedro de Moel

 

Breve alusão ao milagre das rosas 

 

 

Testemunhas silenciosas da dor de D.Isabel os pinheiros  dobraram-se e choraram. Choraram também por todos  os pobres, pelos seus irmãos postos a navegar, pela areia aprisionada na praia, pela clausura das cantigas de amigo   e até pelas rosas abandonadas.  

 
 
 
Amanhecem acariciados pelo vento, beijados pela maresia
continuarão
ao longo dos tempos a beijar a terra 
enquanto houver dor
e
rosas abandonadas.
 
Isabel Simões
 
 
 
S.Pedro de Moel esta manhã 
 
 
 
 
Basta clicar para ver  o Slideshow de alguns pinheiros "serpente" 
 
http://fotos.sapo.pt/isasms/playview/3 
 
 
 

 

sinto-me:


Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Desassossegos

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Desassossegos
 
Ser-se desassossegado pelo desassossego
Ser-se procurado pelo silêncio
Ser-se desejado pela quietude dum momento
Ser-se abandonado
pelo ritmo duma vida em abandono
Ser-se requisitado em situações de emergência
para preservar uma casa na cidade
Ser-lhe exigida a presença
numa festa de caridade
Ser-lhe pedida decisão
nas coisas da fome e da guerra
e até mesmo dos homens em solidão
Não são coisas para nós
simples e modestos mortais
São coisas para gente importante
os que decidem quem morre e quem vive
os que compreendem a inevitabilidade cíclica
dos crescimentos e desaceleramentos  mundiais
os que fazem “discursos” e aparecem nos jornais!!!
Desculpai-me os Homens que fazem coisas
os que pensam e que trabalham
os que sentem e que amam
os que vivem e deixam viver
os que deixam os sonhos acontecer
os que fazem as colunas boas da vida
e não aparecem nas colunas sociais!!!
Isabel Simões
Felizmente que as colunas sociais, à semelhança de velhos jornais, têm reciclagem garantida  pouco dias depois.   

 

 

 

 

 Março de 2008

  Solitária mas Vencedora depois de uma noite  de tempestade

 

 

 

 

 Conselhos aos Sobreviventes de Tempestades

 

Não Morras Lentamente

Entrega-te à vida

Viaja

Recupera o Amor Próprio

Arrisca

VIVE

VIVE

 

(Recordando Pablo Neruda) 

 

MUERE LENTAMENTE

http://www.youtube.com/watch?v=Vvmol09umnM

 

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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Meu amor de fogo

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 Meu amor de fogo

 

 

 
sou acha em tua fogueira
lento sussurro crepitado
breve bailado vermelho
contorço-me a dançar
gemo a crepitar
 
lentamente o silêncio das cinzas
lentamente a liberdade do silêncio
 
Meu amor de fogo
acolhe-me em tua lareira.
 
 
Isabel Simões
 
 
 

Gif recolhido em http://www.gifsanimadas.com.br/fogo/chimeneas/.
 
 
 
 
 
 
Kandinsky
Complex-S imple
 
 
 Desconheço o endereço electrónico da recolha desta imagem.
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
Richard Clayderman - Fur Elise (Beethoven)
 
http://www.youtube.com/watch?v=zSy8j5CnNLw&feature=related
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Escultores da música

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Aos Escultores da música 

Com a serenidade de um poeta
com a loucura de um génio
ou com a genialidade de um louco
esculpiste a música
pintaste um arco-íris de melodias
traduziste a vida para palavras
e nasceram canções
canções que
falam de paz e de amor
de liberdade e de ternura
Matam
a solidão de tantas noites
Acordam
esperanças que se julgam perdidas
Sonham
vidas  que se pressentem acabadas
Lembram
amores que se pensam esquecidos
Encontram
ternuras que se sabem adiadas
 
Ah como é bom saber que
na solidão estamos acompanhados!
Isabel Simões
  

A Tribute to Vincent Van Gogh

 

Com este vídeo percorremos, a magia, a dor e a genealidade de uma das estrela com que o Universo nos brindou.

 

http://www.youtube.com/watch?v=XemweIAvi8Q

 

 

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Domingo, 4 de Maio de 2008

Ausência sideral

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Ausência sideral 

Mãe, onde estarás?
Que dimensão habitas?
Mãe, faz-me de novo a camisola vermelha
e borda-me outra vez o bibe branco,
faz da minha cabeça uma cascata de caracóis
e canta uma canção só para mim.
Ergue a tua voz cristalina para o céu e faz uma prece.
Mãe regressa por um instante que seja,
um mícron apenas
e dá-me um beijo.
Se não puderes, eu irei.
Percorrerei os espaços, através da loucura temporária,
farei a abstracção do impossível,
mas irei.
Mãe, eu só queria a tua mão na minha cabeça
e por breves instantes repousar
no ombro que nunca conheci.
e dizer obrigada. Obrigada.
 
Isabel Simões
 Maternity
Joan-Miró
 Desconheço o endereço electrónico de onde foi recolhida a imagem deste quadro.
 
 
"Porque Deus permite
que as mães vão embora?
Mãe não tem limite
é tempo sem hora
luz que não apaga..."
Carlos Drumond de Andrade
 
A Mother's Love
 http://www.youtube.com/watch?v=i0lthFaIC-o
 
 
 



Borboleta da morte

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Recadoseglitters.com
As imagens deste post foram recolhidas no endereço electrónico http://www.recadoseglitters.com/borboletas .

 

A borboleta da morte

 
 
 
Entrou pela janela
chegou branca
inevitável
calma e fria
tinha pressentido o tempo de mudança
Chamava-se morte
Aproximou-se lentamente
movendo imaginárias asas
de borboleta numa flor
e num abraço apertado
acolheu aquele corpo
que logo adivinhou dolorido e cansado
Ele pestanejou
estremeceu
sorriu
fechou os olhos
e adormeceu
No ar ficou um cheiro denso de mistério
uma angústia de incertezas
a dor de abandono
um desespero torturado
 
Derradeira etapa da vida
ou só um recomeço anunciado?
 

Isabel Simões

 

 

 

 

 

 

 

 

Recadoseglitters.com"Aqueles que passam por nós,
não vão sós, não nos  deixam sós.
Deixam um pouco  de si,
levam um pouco de nós."

 

 

Antoine de Saint-Exupery

 

 

 

 

 

 

Death and Life

Klimt - 1916

 

 Desconheço o endereço electrónico utilizado na recolha desta imagem.

 

 

 

Neil Diamond - Be

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Afectos longínquos

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Afectos longínquos

 
 
 
 
África fez amor
naquele corpo chocolate
Naquele corpo cacau
que rompe a madrugada
flor na cabeça
gingando as ancas
*samburá à cintura                                           
atropela as dunas
samba o fado da manhã
África insinua-se naquele sorriso branco neve
 
África invade a América
na cor
na magia
no ritmo
nos afectos
nas memórias
 
De repente
pela orla da praia
renasce
o Brasil da bossa nova
saído da grafonola saracoteada à manivela
nos discos riscados e castanhos do meu avô
que dançavam domingos adentro
pelo pátio dos meus Verões
 
Brasil dos velhos ritos e novas magias
onde o pouco é muito e o nada alguma coisa
Seis meses de futebol, seis meses de Carnaval
E sempre corpos de chocolate
E sempre sorrisos lindos
 
África acena daqui
numa alegria que alastra na chama
e mantém acesa dentro de mim
a vela do teu adeus, AVÔ.

 

* cesta de cipó usada pelos pescadores

 Isabel Simões
 
 
 
 
 
 
Desenho Aquarela do Brasil
 Recadoseglitters.com  gif recolhido no endereço electrónico
http://www.recadoseglitters.com/brasil1/ .
 
 
 
 
 


 
 
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Sábado, 3 de Maio de 2008

Ao som desta música

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 Ao som desta música

Ao som desta música
danço
danço e rodopio
já tonta lanço-me
no espaço
alcanço uma estrela
e penso em ti
Isabel Simões

Recadoseglitters.com

Imagem recolhida no endereço electrónico  http://www.recadoseglitters.com/estrelas, a cujos autores antecipadamente agradeço.

 

Richard Clayderman - Balade par Adeline

 

 
 
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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Alfabeto do silêncio

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Alfabeto do silêncio
 
Falar
procedimento motor
capacidade biológica
palavras estranhas, frias
sem esperança
como se fosse urgente
ou mesmo importante
falar
para dizer olá, bom dia
gosto tanto de ti
ensina-me que eu quero aprender
cá no fundo sabes
tenho tanto medo de crescer e não ser capaz
tenho tanto medo
e dizes isso tudo com os olhos
porque os teus olhos falam
 
ensinaste-me o alfabeto do silêncio
por isso aprendi a lê-lo
 
No nosso silêncio de palavras
há outros linguajares,
outros caminhos
com sítios e lugares
com sítios e não lugares
 
Percebi enfim que o silêncio
é das linguagens mais belas da diferença
e que os sons do mundo podem ser
barcos à vela
a navegar
ou simples sereias
que em noites de lua cheia
emergem do mar para nos enfeitiçar.
Isabel Simões
 
 
http://www.youtube.com/watch?v=dTfcCmCHb9Y&eurl=http://serenidades.blogs.sapo.pt/2008/04/
 
 
 
 
 

 

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Domingo, 27 de Abril de 2008

Não sei onde estás

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 Nesse mar imenso..
 Dezembro de 2007
 
 
Não sei onde estás…
 
mas sei que uma verdade ancestral
intemporal
está inscrita para nós:
cobre-nos o mesmo Céu
e pisamos a terra do mesmo Universo
 
Entre nós
desenha-se um amor infindável,
indefinível
longínquo
de memórias mágicas
capaz de pacificar o âmago de todas as guerras
 
Um amor
que se aninha nos ramos verdes daquela árvore
onde rolas selvagens
e pombas brancas
por entre arrulhos cúmplices
fazem os ninhos
em ciclos mágicos de ternura e de vida
 
Um amor
que se aninha no mar do nosso futuro
e em todos os mares do mundo.
Isabel Simões

 

 Kitaro: Heaven and Earth

 http://www.youtube.com/watch?v=YO82u7CKj1k

sinto-me:
música: Kitaro
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Reduto selvagem...

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Reduto Selvagem

à Sombra dum Embondeiro

Havia um chão

um tecto

e uma janela com vista sobre a cidade.

Na parede um desenho

e um pedaço de teatro

levado pela mão

àquela parede

na forma dum cenário.

Havia três cadeiras

e uma sala cheia de mistérios

e uma sala cheia de magias

O ar lotado de melodias

o chão forrado de palavras

com a forma de poesias.

Desse chão nascia a revolta

sob a forma das palavras

e nascia um amor memória

com tamanho de mar

pelos homens sem história.

África entrava ali pelo cheiro da savana.

África vivia ali

num tempo com espaço

mas num tempo sem esperança

África sofria ali

numa alma de criança.

Dos embondeiros fecundados naquele chão

nasciam sombras

com contornos de sonhos

das colinas escorriam sonhos

com contornos de homens

mumificados em vida.

África estava ali terna e amante

selvagem, negra e nua.

África habitava aquele espaço

feita vida feita raiva

feita amor

no feitiço duma lua.

No passado e no presente

África meu amor de ontem

África meu amor de sempre!

 

 

Isabel Simões

 

 

 

 

Kitaro-Koi

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=VVdBzcgmvg8

 

 

 

 

 

sinto-me:
música: Kitaro-Koi


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