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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Noite de Cristal

 

 

Noite de Cristal

(Kristallnacht)

 
Ao fim da tarde, quase noite
 gosto de me despedir da Baía
 
Num espreguiçar lento de fogo
o sol desliza pela linha do horizonte e
mergulha tranquilo na Baía dos meus amores
 
Aquele fim de dia foi diferente
inesquecível
 
da Sinagoga de Colónia
o som da *Shôphar invade o Mundo                                        
projecta-se ali, naquele fim de espaço
e grita, grita, grita...
 
 
1938
e a Noite de Cristal
e as Sinagogogas incendiadas
e  conta, conta ao mundo
histórias de intolerância
histórias de morte
histórias de horror!
 
O som  cola-se à pele, fico hirta, gelada
O som da agonia parece não ter fim.
 
A Baía abre-se lentamente
O som da Shôpar repete-se:
 
evoca almas
convoca homens, mulheres e crianças
que como rios avançam em busca da foz
 
Multidões de vidas interrompidas
emergem das águas
num bailado síncrono
sem dedos acusadores
avançam
 
e em uníssono sussurram humildemente:
 Quantos mais terão que acabar como nós ?!
 
Cerra-se o silêncio
acende-se a noite
um pescador lança a rede
 
brilham mais estrelas no céu esta noite.
 
 * trombeta feita de  chifre
 
 
 
 
Isabel Simões
 
S.Martinho do Porto
Agosto de 2007
 
 
 

 

 
 

 

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Domingo, 22 de Junho de 2008

Pedido de Menino

 

Joan Miró - Photo_ This is the Color of My Dreams

 

(...e que os sonhos deste menino voltem a ser azuis também)

 

 

 

Pedido de menino

 
Pai do Céu
 
Quero pedir-te um pai de verdade
um pai que ame com o coração
um pai igual ao dos meus colegas de escola
que os ensinam a andar de bicicleta e a jogar à bola
um pai de quem todas as noites se despedem
mas que todas as manhãs voltam a encontrar
 
 
Pai do Céu
 
O pai que me deste
prometeu que ficava
mas não gostou de mim e foi embora
 
Eu chorei
ainda choro
 
Pai do Céu
ajuda o meu pai
ensina-o a dizer a verdade
e a amar com o coração
 
Pai do Céu
dá-me só
um pai de verdade
 
 
Isabel Simões
 Choro as tuas lágrimas meu menino.
Não sei como enxugar-te a dor,
nem a ausência,
nem as promessas por cumprir...
Ficarei a teu lado.
Das lágrimas faremos bolas de brincar
e da dor um papagaio que lançaremos a voar.
Anda meu menino, sorri e vem brincar.
 

 

Reflexão
Dores Invisíveis
 
Quando nos falam em sofrimento infantil é quase inevitável a relação que estabelecemos com os horrores da pedofilia, com maus tratos físicos ou com doenças graves. Infelizmente existem outras dores que são infligidas aos nossos meninos e que deixam marcas igualmente graves para toda a sua vida, falo dos maus tratos emocionais.
 
Partidas, despedidas apressadas, falsas expectativas, manipulações, num egoísmo,inconsciência e insensibilidade sem fim - estas são algumas das infelizes atitudes de muitos pais que em vez de proteger e defender as suas crianças, as vão destruindo lentamente.  
 
Pais (será que o são de facto?) que não só abandonam como inscrevem nos seus filhos, ciclos de dor de onde emergem  baixíssimos níveis de autoconfiança, autoconceito e autoestima, uma frágil e distorcida autoimagem, sentimentos de humilhação e uma baixa resistência à frustração, mais conhecida como resiliência.
 
As consequências todos nós as conhecemos: oscilam entre a apatia, a agressividade e por vezes uma irreversível fuga à realidade.
 
Mais tarde, estas crianças, já adultas, tenderão, na sua grande maioria e de forma inconsciente,  a  recriar o que viveram e o que aprenderam, reiniciando o ciclo de dor onde cresceram.
 
Paremos todos para reflectir.
Amemos assertivamente os nossos filhos e todas as crianças sem excepção. Dêmos-lhes o colo, a ternura e o sorriso que precisam, para serem simplesmente meninos hoje, pais saudáveis amanhã, construtores  de um mundo melhor.
sinto-me: Angustiada
música: The Prayer


Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Tentativa

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Tentativa (guache)
 
 
Solidão tranquila
de sons e gaivotas
Mágicas companhias
                de esperas
Breves encontros
             com a paz
Sublime e intemporal
                    paisagem
de barcos sem navegar
 
Oração pintada de
azul transparente
encontrada nas marés
 
 
Isabel Simões

 

 

Vangelis - Memories Of Blue
 
http://www.youtube.com/watch?v=wlDWXv-cIh8
 
 
 
música: Vangelis
tags: , ,


Domingo, 25 de Maio de 2008

Aprender com as flores

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Escondido por entre tábuas da velha escadaria, discreto e tímido está o chorão acolhendo

vidas que em si se aninharam.

 

 

 

 

 

Descendo a manhã , deslizantes vidas beijam agradecidas as pétalas orvalhadas, enquanto inspiram fragrâncias por entre o rumor do mar que ali perto se adivinha. 

 

 

 

Também eu desci a manhã, misturando marulhares próximos, fragrâncias de chorões e maresias, repletos de paz das coisas simples. Como seria possível levar esta ordem natural para as desordens dos humanos?  Como seria o mundo sem "Kaos"? Recordei uma das minhas citações preferidas de Martin Luther King:

 

 

 "Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos."

 

Martin Luther King
Estados Unidos, [1929-1968], Prémio Nobel da Paz em 1964

 

 

Porque não aprendemos a conviver?

Porque demoramos tanto tempo a aprender com as flores? 

Porque  preferimos morrer por entre as sombras?

 

 

 

Lentamente fui subindo a manhã ...

Ao longe uma gaivota piou.

Refugiei-me em mim e

parti com ela.

 

 


 

 

 

 

Isabel Simões

 

 

 

Song for Peace KITARO
sinto-me:
música: Kitaro
tags: ,


Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Regressos

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Regressos
 
Pela música
evado-me desta dimensão
deste tempo, do meu tempo
para lá de ti
para lá do mar
para lá do infinito
reencontro os cheiros da minha infância
cheiros de mar e areia
e a rochas molhadas
cheiros dos pinheiros bravos e da resina
e dos medronhos e das camarinhas
e da caruma seca
e do feijão e do milho a secarem na eira
sinais do verão em declínio
cheiros a grafite e a livros e a pastas novas
e a batas brancas lavadas e a lápis de cor
cheiros das primeiras fogueiras
e do fumo que se alongava das chaminés
e antecipava a noite
cheiros da matança do porco
das febras assadas, do cravinho e das morcelas
cheiros da terra molhada
cheiro a castanhas assadas
e a filhós no natal
e à canela dos sonhos
cheiros a terra e a sol e a flores
que pela primavera dentro
gritavam a vida em fragrâncias de amor
 
Aqui e além reencontro ainda uma lágrima
decerto filha clandestina do acto de crescer*
 
 
 
Por breves instantes reencontro ainda
a paz e a serenidade
cúmplices amigas
que há muito esquecera
 
 
que perdi algures, não sei quando
que perdi algures, não sei onde.
 
*Recolha de imagem em www.personalizando.com.br
quanto ao primeiro gif desconheço o site de onde foi retirado.
 
 
 
 
 Isabel Simões
 
 
 Maio de 2008
 
Camarinhas: promessas de Primavera para o próximo Verão
 
 
Memórias embaladas pelo  mar.
 
 
Luís Represas - Sagres
 
 
sinto-me:


Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Papoilas de Maio

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Mesmo em fim de vida ...
lindas, aguardam o tempo, sorrindo segredos a quem passa.
Isabel Simões
 
 
"A terra é insultada e oferece as flores como resposta"
 
Rabindranath Tagore
 
 
Rabindranath Tagore
Índia
[1861-1941]
Escritor
 
 

 Fonte: Citador

sinto-me:
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Domingo, 18 de Maio de 2008

E por vezes...

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DAVID MOURÃO-FERREIRA
 
 
David Mourão-Ferreira (24 de Fevereiro de 192716 de Junho de 1996) foi um escritor e poeta   lisboeta licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1951, onde mais tarde em 1957 foi professor. Destacou-se como um dos grandes escritores contemporâneos do Século XX na poesia e na ficção narrativa.
 
 
É um autor que lemos, relemos, percorremos, amamos...
 
Na ficção narrativa destaco: 
 
  • 1959 - Novelas de Gaivotas em Terra (Prémio   Ricardo Malheiros)
  • 1968 - Os contos de Os Amantes
  • 1986 - Um Amor Feliz (Romance que o consagrou como ficcionista valendo-lhe     vários prémios.)
 
 Na poesia não há destaque possível pois toda ela é simplesmente fabulosa.
 

 

 

Janeiro de 2008

 

E por vezes nesse imenso oceano mergulhamos
E em abraços apertados de nós nos apartamos.
E por vezes,
por vezes
no vórtice da noite
nem Deus
nem nós
nem o tempo encontramos.
E por vezes...
 
 Maio de 2008
Isabel Simões
 
 
 

 

E por vezes - David Mourão-Ferreira

 

 

 

 

 http://www.youtube.com/watch?v=1G10FaI7csc

 

 

sinto-me:


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